Igor Scliar
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  • Foto do escritorDébora Moretti

Alternativas para a falta de insumos nos laboratórios.

Atualizado: 30 de jun. de 2022

Os laboratórios das universidades brasileiras conhecem há anos uma realidade que agora parece ser comum até mesmo aos laboratórios mais bem financiados: falta de insumos para conduzir pesquisas.



A pandemia, além das consequências desastrosas decorrentes da doença em si, tem trazido uma série de dificuldades quanto ao fornecimento de insumos laboratoriais, pela enorme demanda para testes e produção de vacinas. Assim, ponteiras para pipetas, placas de 96 poços ou placas para PCR, criotubos, além de outros plásticos, estão em falta e com alta demanda.


Onde vamos parar? Tem como resolver a escassez de insumos laboratoriais?


Buscando ideias nas práticas sustentáveis, alguns insights podem ser interessantes.

Principalmente em países desenvolvidos, onde há uma abundância de recursos para pesquisa, há anos existe uma preocupação para reduzir o uso de plástico no laboratório.


Além da grande geração de lixo, estes plásticos têm um destino complicado devido à contaminação com químicos e itens perigosos.


Além disso, em uma pequena carta publicada na coluna de Sustentabilidade da Nature, a pesquisadora Gaia Bistulfi diz conseguir economizar cerca de 40% do seu gasto com insumos quando aplica os conhecidos 3Rs no laboratório: reduzir, reusar e reciclar.

Aliás, pesquisadores brasileiros, quando vão para o exterior, encontram essa diferença facilmente: enquanto preparamos tudo por nós mesmos, lavamos vidrarias e autoclavamos materiais, laboratórios com maior abundância de recursos compram reagentes prontos para uso e plásticos de uso único, descartáveis.


A partir desta preocupação com a sustentabilidade, um artigo escrito pela Nicole Kelesoglu no blog LabConscious explora algumas alternativas que dão uma luz sobre a escassez de insumos para laboratório.


Primeiro: maior produção de insumos laboratoriais.


A autora comenta que algumas empresas estão recebendo financiamento para instalar novas plantas produtivas, como é o caso da Corning, que recebeu US$ 15 Milhões do governo estadunidense (Alô MCTI! Cadê o financiamento para insumos nacionais?!). Aumentando a oferta, atende-se à demanda e equilibra-se o preço, claro.


Sabemos que estamos sofrendo com a falta de insumos nos laboratórios, mas uma questão essencial é que o Brasil nem sequer sabe o quanto consome. Compras governamentais que são publicadas no portal de transparência dão uma luz sobre esse consumo, mas as compras de projeto e as compras feitas pelo setor privado permanecem inexploradas.


Uma das propostas da iBench é justamente centralizar as compras laboratoriais para poder trazer mais transparência e mais inteligência para os órgãos governamentais e empresas entrantes e inovadoras no setor.


Saiba mais sobre nossa história e motivação aqui.


Segundo: doação de insumos entre laboratórios.


Essa ação não resolve o problema da falta de insumos nos laboratórios de pesquisa, mas ajuda os laboratórios dedicados aos testes. Um movimento que começou no Canadá, buscou retirar dos laboratórios de pesquisa insumos que estavam parados por causa da quarentena e os colocou em uso para testes.


A iBench se inspirou nesta ação e iniciou a campanha #TaqnoCovid, que conseguiu uma doação de R$ 85.000 reais da empresa Suzano para laboratórios na UFRJ. É um pouco tapa-buraco, mas no início da pandemia, deu uma força para as equipes que viravam noite fazendo teste.


Terceiro: Protocolos de descontaminação para reuso de materiais.


A autora do artigo ainda entrevistou alguns chefes de laboratório, que compartilharam protocolos para limpar e reusar alguns plásticos. Essas práticas poderiam amenizar a falta de insumos que estamos enfrentando, bem como reduzir o valor de investimento necessário.


No Brasil estamos acostumados a autoclavar uma série de materiais, mas isto não destrói algumas moléculas como ácidos nucleicos.


Então certos desinfetantes foram utilizados como Distel ou Virkon – será que temos uma opção nacional para isso?


Para um processo mais automatizado, existem plataformas que fazem isso. Uma empresa chamada Grenova desenvolveu o TipNovus, instrumento que prepara ponteiras e placas para reuso. Todo instituto deveria ter um desse…


Mas tem outras soluções no mercado também, como o TipCharger, que parece limpar ponteiras e conseguir reproduzir resultados melhor do que com ponteiras novas!


>> Se quiser saber mais, confira o artigo do LabConcious aqui.


Para a falta de ponteiras no laboratório (ou diminuição de uso delas) parecem existir várias soluções, mas algumas coisas ainda não conseguimos (ou conseguimos?) substituir, como luvas e máscaras N95.


Como segurança é prioridade, para proteger a equipe do laboratório, confira estes e outros produtos disponíveis no iBench Market como álcool e aventais!


Conheça mais nossa proposta:


A iBench é uma empresa dedicada a facilitar a vida dos cientistas no laboratório.


Construímos o iBench Market para você poder comprar insumos e equipamentos para laboratório direto na plataforma, sem precisar pedir cotações!


Conte conosco se também está sofrendo com a falta de insumos nos laboratórios. Vamos nos dedicar a achá-los e conseguir um bom preço!


E lembrando:

  • se não achou um produto e precisa de três cotações, fale conosco! Você não paga nada a mais pela nossa ajuda, caso precise de produtos que não estão cadastrados no site.

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  • o produto será enviado após o recebimento do pagamento do boleto ou confirmação do pagamento pelo cartão de crédito, conforme a sua escolha no momento da compra; e,

  • o pagamento deve ser feito antecipado, mas o fornecedor só recebe o pagamento após a entrega dos produtos, garantindo a segurança de ambos os lados.

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